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O debate sobre o home office esquentou. Gigantes como Amazon, Microsoft e, mais recentemente, o Nubank, estão chamando seus times de volta ao escritório. Parece o fim da era do remoto, certo?
Eu discordo. O que estamos vendo não é o fim, mas sim um movimento natural que chamo de “O Pêndulo da Flexibilidade”.
Este pêndulo descreve a reação exagerada do mercado, e ele se move em três fases:
A pandemia nos jogou no maior experimento de home office da história. O pêndulo foi forçado para o extremo do 100% remoto. Surpreendentemente, funcionou para a produtividade individual, mas não podemos negar: gerou desafios reais de cultura, colaboração espontânea e inovação.
O pêndulo agora balança com força total para o outro lado. Impulsionados pela “paranoia da produtividade” (termo cunhado por Satya Nadella), líderes (muitos dos quais cresceram em ambientes presenciais) sentem a necessidade de “ver” o trabalho acontecendo. É a era do RTO (Return to Office), muitas vezes rígido e obrigatório.
Esta é a minha previsão. Estamos no auge da reação presencial, mas ela é baseada em percepção, não em dados de longo prazo.
Quando as empresas tiverem de 1 a 2 anos de dados frios sobre o RTO, a liderança começará a fazer as perguntas difíceis. As mesmas perguntas que eu, como líder de TI, já estou fazendo:
Quando a liderança perceber que a política de RTO rigorosa está custando seus melhores talentos, inflando custos e não entregando o bônus de inovação prometido (porque as equipes continuam distribuídas), o pêndulo voltará.
Ele não voltará para o home office extremo de 2020. Ele vai parar no meio.
Esse “meio” é a flexibilização inteligente: não o “híbrido forçado” de dias fixos, mas sim o remote-first com encontros presenciais intencionais, focado em workshops, kick-offs de projetos e sessões de estratégia.
O futuro não é 100% remoto nem 100% presencial. O futuro é intencional.
E você? Acredita que estamos no auge da reação presencial, prestes a ver o pêndulo voltar para a correção de rota?